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Progressão em cinco anos do enfisema e aprisionamento aéreo na TC em fumantes com e sem doença pulmonar obstrutiva crônica: resultados do estudo COPDGene.

Alexandre Marchini Silva

20/04/2021

Atualizado em20/04/2021

3 min

Destaques

  • As estimativas de progressão das medidas tomográficas foram aproximadamente 10% menores para medidas inspiratórias na tomografia computadorizada (TC) e aproximadamente 33% a 50% menores para medidas expiratórias na TC após o ajuste do volume expiratório forçado em 1 segundo (VEF1), sugerindo que as alterações no VEF1 podem ser responsáveis por apenas uma pequena porção das alterações nas medidas na TC inspiratória, mas podem ser responsáveis por uma porção maior de alterações nas medidas expiratórias na TC.

  • Uma grande proporção da progressão do enfisema em fumantes com e sem limitação do fluxo aéreo não foi explicada por alterações no VEF1, sugerindo que a doença detectada por TC pode progredir antes que quaisquer alterações mensuráveis sejam detectadas por testes de função pulmonar.

Progressão em cinco anos do enfisema e aprisionamento aéreo na TC em fumantes com e sem doença pulmonar obstrutiva crônica: resultados do estudo COPDGene.

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença pulmonar progressiva crônica caracterizada por limitação irreversível do fluxo aéreo. Isso pode ser causado pela destruição irreversível do tecido pulmonar (enfisema), inflamação e remodelamento das pequenas vias aéreas, ou ambas. Embora a DPOC seja diagnosticada e classificada pelo teste de função pulmonar, a TC permite quantificar alterações anormais no parênquima pulmonar que frequentemente, mas nem sempre, se sobrepõem à DPOC.

O enfisema pode ser medido a partir de tomografias inspiratórias do tórax como áreas pulmonares de baixa atenuação. A análise tomográfica quantitativa do enfisema se correlaciona bem com os achados histológicos, está associada a sintomas entre fumantes e a população em geral e é usada para predizer independentemente a mortalidade em indivíduos com e sem DPOC. Para avaliar o enfisema nas imagens tomográficas, é obtida a porcentagem de voxels pulmonares com atenuação abaixo de um determinado limiar (geralmente -950 UH) ou a atenuação do pulmão em um determinado percentil do histograma (por exemplo, percentil 15).

As anormalidades das pequenas vias aéreas não podem ser quantificadas diretamente nas imagens na TC inspiratória do tórax, mas podem ser inferidas do aprisionamento aéreo nas imagens da TC expiratória e demonstraram boa correlação com evidências fisiológicas de obstrução ao fluxo aéreo. Várias medidas quantitativas de aprisionamento de ar na TC foram sugeridas, incluindo a porcentagem de voxels pulmonares com atenuação menor que um determinado limiar (geralmente -856 UH) e a proporção da capacidade residual funcional (CRF) pela capacidade pulmonar total (CPT).

A progressão do enfisema e do aprisionamento aéreo pode ser monitorada usando a TC seriada. Porém, estudos avaliando a progressão do enfisema e do aprisionamento aéreo são escassos, especialmente estudos que avaliam a progressão do aprisionamento aéreo expiratório. 

A hipótese do estudo foi de que a progressão das medidas de densidade tomográfica se correlacionaria com alterações no VEF1.

O objetivo deste estudo foi investigar a relação entre a progressão em cinco anos do enfisema e do aprisionamento aéreo quantificados por TC e as alterações em outros índices de gravidade da doença, incluindo VEF1, caminhada por distância de 6 minutos e o questionário respiratório de St. George, na coorte do estudo COPDGene.

O estudo COPDGene é uma investigação observacional prospectiva multicêntrica dos fatores genéticos e epidemiológicos associados à DPOC que recrutaram mais de 10000 indivíduos com DPOC e indivíduos de controle que haviam fumado por pelo menos 10 anos/maço.

O enfisema e o aprisionamento aéreo em fumantes podem ser avaliados por TC, mas são necessários dados sobre o monitoramento tomográfico da progressão da doença. 

O estudo apontou que o enfisema quantificado por TC progrediu ao longo de um período de 5 anos em fumantes com e sem DPOC ([PRISm*] ou [GOLD] 0–4) e que o aprisionamento aéreo progrediu significativamente nos grupos PRISm e GOLD 1–4. A inclusão do VEF1 nos modelos resultou em uma pequena a moderada diminuição na magnitude da mudança (em torno de 10% no enfisema, até 50% no aprisionamento aéreo), indicando que as alterações no enfisema e no aprisionamento aéreo são apenas parcialmente explicadas pelas alterações no VEF1. A quantidade relativa de alteração nas medidas quantitativas tomográficas, explicada pelo VEF1, foi maior nos casos de medidas expiratórias do que nas inspiratórias, indicando que as medidas expiratórias estão mais fortemente relacionadas às alterações no VEF1.

Outros estudos confirmam a constatação de que o declínio no VEF1 explica apenas uma pequena porção da progressão do enfisema quantificado por TC e, juntos, sugerem que a densidade pulmonar média pode ter valor em estudos longitudinais da DPOC como um marcador independente da destruição pulmonar.

Tais resultados, juntamente com a quantidade já convincente de evidências de outros grupos, aumentam o valor da TC quantitativa na avaliação de fumantes com e sem DPOC. 

Os resultados mostraram progressão significativa no enfisema e aprisionamento aéreo durante 5 anos de acompanhamento em fumantes com e sem DPOC. A progressão do enfisema e o aprisionamento aéreo se correlaciona em parte com a progressão da obstrução ao fluxo aéreo, medida com o VEF1, mas também pode progredir sem uma alteração significativa no VEF1.

•Indivíduos com relação preservada VEF1 / capacidade vital forçada e porcentagem reduzida prevista de VEF1 foram categorizados como tendo espirometria prejudicada com relação preservada (PRISm).



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Alexandre Marchini Silva

CRM: 116979-SP

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo(2004). Atualmente é Médico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Radiologia Médica.

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