A Montanha Mágica de Thomas Mann

Carlos Eduardo Pompilio

Carlos Eduardo Pompilio

29/07/2022

Atualizado em23/11/2020

2 min

Destaques

  • Discussão sobre o livro "A Montanha Mágica" de Thomas Mann

  • Introdução

A Montanha Mágica de Thomas Mann foi objeto de um Clube do Livro do GENAM (Grupo de Estudos e Pesquisas em Literatura, Narrativa e Medicina) da FFLCH-USP, conduzido por mim. Disponibilizei mais abaixo o texto que serviu de apoio para a discussão riquíssima que se seguiu. As publicações aqui serão divididas em seis partes:  


  1.  Introdução
  2.  Júlia
  3.  Paul Thomas Mann
  4.  Morte em Veneza
  5.  O Livro
  6.  O Papel da Doença na Montanha Mágica


Sinopse

Neste clássico da literatura alemã, Mann renova a tradição do Bildungsroman - o romance de formação - a partir da trajetória do jovem engenheiro Hans Castorp. Durante uma inesperada estadia em um sanatório para tuberculosos, Hans relaciona-se com uma miríade de personagens enfermos que encarnam os conflitos espirituais e ideológicos que antecedem a Primeira Guerra Mundial. Um dos grandes testamentos literários do século XX e uma das obras inesgotáveis da ficção ocidental.



1. Introdução

A Montanha Mágica de Thomas Mann é seguramente um dos romances mais importantes do século XX. Sua importância reside, entre outras coisas, em sua extraordinária riqueza. Fonte infindável de interpretações, de crítica e de personagens arquetípicos, A Montanha Mágica persiste atual, surpreendendo leitores, de geração em geração, há quase 100 anos (sua primeira edição data do ano de 1924). Vamos tentar aqui reconstruir a importância desse romance canônico tendo como fio condutor alguns aspectos biográficos do autor, a gênese do livro e o papel das doenças, em especial a tuberculose, para a condução do enredo. Não pretendo de forma alguma realizar uma crítica literária exegética sobre uma obra dessa envergadura, nem seria capaz disso. É possível encontrar diversas obras de crítica sobre A Montanha Mágica. Cito alguns autores que se debruçaram sobre ela como György Lukács, Harold Bloom, Hans Rudolf Vaget e, no Brasil, o trabalho minucioso de Anatol Rosenfeld, Paulo Soethe, além das traduções primorosas de Herbert Caro. Há também o livro de Richard Miskolci Thomas Mann, o artista mestiço. Comecemos, pois, e um bom começo é sempre um nascimento e não há nascimentos sem figuras maternas.


FICHA TÉCNICA

Titulo: A Montanha Mágica

Capa comum: 856 páginas

ISBN-10: 8535928200

Tradução: Herbert Caro

Editora: Companhia das Letras; 1ª edição (11 de novembro 2016)

Idioma: Português

Onde comprar: Amazon


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Carlos Eduardo Pompilio

Carlos Eduardo Pompilio

Clínica Médica

CRM: 67539-SP

Médico formado pela Universidade de São Paulo, com residência em Clínica Médica e doutorado em Anatomia Patológica pela USP. Médico assistente do Departamento de Clínica Médica, Disciplina da Clínica Geral do Hospital das Clínicas da FMUSP. Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Literatura, Narrativa e Medicina (GENAM) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

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