Primeiro óbito associado à Varíola Símia (Monkeypox), fora da África, foi no Brasil

Carlos Eduardo Pompilio

Carlos Eduardo Pompilio

29/07/2022

Atualizado em29/07/2022

2 min

Surto de monkeypox


Em seu discurso de abertura à coletiva de imprensa para a pandemia de COVID-19 no último dia 20 de julho, o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que o atual surto de monkeypox (varíola símia) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.

 

“Temos um surto que se espalhou rapidamente pelo mundo, por meio de novos modos de transmissão, sobre os quais entendemos muito pouco e que atendem aos critérios do Regulamento Sanitário Internacional”, pontuou Ghebreyesus.





Óbito em Belo Horizonte (MG)


Nesse sentido, tais declarações vêm ao encontro da notícia da qual o Brasil teve conhecimento hoje: o primeiro óbito pela doença no país, um homem de 41 anos em Belo Horizonte (MG). A imprensa não entra em detalhes sobre o ocorrido, limitando-se a dizer apenas que o paciente estava “internado para tratar de outras condições graves”, e há menção do diagnóstico de linfoma. É interessante notar que, dos mais de 18 mil casos notificados em 78 países, houve cinco mortes relacionadas diretamente à doença, todas no continente africano, enquanto 10% dos casos foram admitidos em ambiente hospitalar. O Ministério da Saúde registrou cerca de 1.000 casos de varíola símia, principalmente nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

 




Varíola símia


A varíola símia é uma zoonose com sintomas muito semelhantes aos observados em pacientes com varíola, embora seja menos grave. É causada pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero orthopoxvirus da família Poxviridae. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa por contato próximo com lesões ativas, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados (fômites), como roupas de cama. O período de incubação é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias.


A varíola símia, geralmente, é autolimitada, mas pode ser grave em alguns indivíduos, como em crianças, nas mulheres grávidas ou em pessoas com imunossupressão, devido a outras condições de saúde. Vale lembrar, porém, que já há vacinas disponíveis.





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Carlos Eduardo Pompilio

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Clínica Médica

CRM: 67539-SP

Médico formado pela Universidade de São Paulo, com residência em Clínica Médica e doutorado em Anatomia Patológica pela USP. Médico assistente do Departamento de Clínica Médica, Disciplina da Clínica Geral do Hospital das Clínicas da FMUSP. Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Literatura, Narrativa e Medicina (GENAM) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

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