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Dispositivos médicos: bioadesivo para ultrassom chama a atenção de especialistas

Claudia da Costa Leite

Claudia da Costa Leite

28/09/2022

Atualizado em29/09/2022

3 min
Dispositivos médicos: bioadesivo para ultrassom chama a atenção de especialistas

Estamos experimentando, cada vez mais, uma nova onda de dispositivos “wearables”, aqueles conhecidos equipamentos de medição que o paciente usa como um relógio, um adesivo ou um monitor implantável, por exemplo. Os pacientes diabéticos, por sua vez, utilizam monitores de glicemia que são implantados no braço, com o aspecto de um botão, os quais permitem medições constantes e a elaboração de gráficos para um melhor controle das alterações glicêmicas.


Recentemente, um curioso dispositivo foi desenvolvido por pesquisadores do MIT, o qual ganhou destaque em alguns veículos de comunicação nacionais: o chamado bioadesivo para ultrassom.


Como radiologista, vale algumas reflexões sobre essa nova tecnologia, que, ainda, tem seus usos e efetividade questionados.


Mas o que são os wearables?

Os dispositivos wearables, na Saúde, são excelentes auxiliadores no monitoramento do paciente: seja em condições presenciais ou remotas. Nesse sentido, eles podem coletar, armazenar, processar e exibir dados e informações clínicas em tempo real, com ou sem auxílio de outros dispositivos, como smartphones, tablets ou notebooks.Tais dispositivos, assim, são bastante úteis não só para os médicos, mas também para os pacientes, os quais podem acompanhar seus quadros de saúde fora do ambiente clínico-hospitalar.


Ultrassom point of care

Nessa perspectiva, tais tecnologias, é verdade, têm diminuído de tamanho. Dispositivos/equipamentos médicos que, antes, eram de tamanho considerável, hoje, podem ser transportados facilmente. Por exemplo, os aparelhos de ultrassom point of care (Figura 1), em que o transdutor (probe) é a peça chave, e este é conectado a um celular ou a um tablet para a realização de imagens diagnósticas.


Figura 1. Aparelho de ultrassom point of care.

Fonte: Siemens Healthineers (reprodução)


Geralmente, o transdutor é um cristal pizoelétrico, que funciona como um emissor e receptor de ondas de ultrassom que permitem a análise dos diferentes órgãos. Normalmente, o médico que opera o ultrassom necessita colocar gel na região do indivíduo a ser avaliada e mover o transdutor para conseguir obter imagens que permitam uma análise adequada e diagnóstica.


Adesivo para ultrassom

Apesar de estarmos vendo mudanças a cada dia, fiquei positivamente surpresa com uma notícia sobre esse novo bioadesivo e fui investigar quais artigos estão publicados sobre o assunto para entender melhor este dispositivo, que se trata, basicamente, de um adesivo (Figura 2), desenvolvido por pesquisadores do MIT, o qual funciona por 48 horas. O dispositivo, segundo os pesquisadores, pode ser muito útil em várias situações, com ênfase no monitoramento de órgãos internos.


Figura 2. Adesivo para ultrassonografia desenvolvido por pesquisadores do MIT.

Fonte: Correio Braziliense (reprodução)


Dito isso, vale dizer que o adesivo é, na verdade, um transdutor pizoelétrico rígido, com um elastômero transparente de hidrogel para a emissão de ondas acústicas. As imagens são geradas por 48 horas e transmitidas via wi-fi para um celular, tablet ou um computador.


Considerações

Vejo claramente a vantagem desta avaliação dinâmica em algumas situações, como uma gestação de risco, para monitorar a movimentação e os batimentos cardíacos do feto. Outro ponto interessante seria entender a variação fisiológica de algumas estruturas, possibilitando melhor compreensão de algumas situações patológicas ou mesmo melhorar sua prevenção.


Vamos continuar acompanhando para ver se esta inovação vai decolar e quais serão suas verdadeiras aplicações.


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Referências

Bioadhesive ultrasound for long-term continuous imaging of diverse organs

Chonghe Wang, Xiaoyu Chen, Liu Wang, Mitsutoshi Makihata, Hsiao-Chuan Liu, Tao Zhou, Xuanhe Zhao — Publicado em 29/08/2022Science

DOI: 

10.1126/science.abo2542

Tags

ULTRASSOM
ULTRASSONOGRAFIA
INOVAÇÃO
DIAGNÓSTICO
Claudia da Costa Leite

Claudia da Costa Leite

Radiologia e Diagnóstico por imagem

CRM: 65349-SP

Médica radiologista formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Neurorradiologista do Grupo Fleury. Professora Associada do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da USP. Coordenadora do Ensino e Pesquisa do INRAD-HCFMUSP. Coordenadora de Pesquisa do Diagnóstico por Imagem do Hospital Sírio Libânes.

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