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[Resolução] Paciente de 32 anos, sexo feminino, hipertensa, recém diagnosticada com rins policísticos.

Claudia da Costa Leite

Claudia da Costa Leite

28/09/2022

Atualizado em16/11/2022

1 min
[Resolução] Paciente de 32 anos, sexo feminino, hipertensa, recém diagnosticada com rins policísticos.

Paciente de 32 anos, sexo feminino, hipertensa, recém diagnosticada com rins policísticos. O médico da paciente solicitou angiorressonância intracraniana. Por que foi solicitado este exame?

Qual o achado esperado? Este quadro pode encaixar-se em alguma síndrome. 


a-    Lesões estenosantes e dilatações difusas nas artérias intracranianas;

b-   Estenose focal com espessamento da parede arterial, em geral na artéria cerebral média;

c-   Aneurisma(s);

d-   Padrão fetal em ambas as artérias cerebrais posteriores;

e-   Fenestração arterial.


Resolução

Gabarito: C

Para respondermos a essa pergunta, analisemos as figuras abaixo:


Figura 1. Reconstrução volume rendering de angiografia por ressonância magnética mostrando uma dilatação aneurismática na bifurcação da artéria cerebral média esquerda.


Figura 2. Reconstrução MIP de angiografia por ressonância magnética mostrando o aneurisma na bifurcação da artéria cerebral média esquerda.


Figura 3. Imagem ampliada de reconstrução MIP de angiografia por ressonância magnética mostrando o aneurisma na bifurcação da artéria cerebral média esquerda (seta).



Este caso trata-se da síndrome do rim policístico autossômico recessivo, caracterizada por diversas manifestações sistêmicas e complicações. Frequentemente, os pacientes são hipertensos e desenvolvem hipertrofia do ventrículo lateral esquerdo. A mortalidade está associada, em geral, a doenças cardiovasculares, entre elas o rompimento de aneurismas cerebrais. Na evolução, os cistos podem aumentar de tamanho, e o paciente pode evoluir com insuficiência renal.


As complicações extra-renais são variáveis, sendo as mais comuns:

  • Cistos hepáticos, além da hipertrofia do ventrículo esquerdo;
  • Doença valvular cardíaca;
  • Aneurismas intra e extracranianos;
  • Cistos pancreáticos;
  • Diverticulose,


No nosso caso, foi solicitado a angiorressonância para verificar a presença de aneurismas intracranianos, ios quais, além de mais comuns nesta síndrome, têm maior risco de rompimento, com alta morbimortalidade, sendo a ressonância magnética um exame não invasivo. 


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Claudia da Costa Leite

Claudia da Costa Leite

Radiologia e Diagnóstico por imagem

CRM: 65349-SP

Médica radiologista formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Neurorradiologista do Grupo Fleury. Professora Associada do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da USP. Coordenadora do Ensino e Pesquisa do INRAD-HCFMUSP. Coordenadora de Pesquisa do Diagnóstico por Imagem do Hospital Sírio Libânes.

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