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Arritmias ventriculares que cursam com risco de vida induzidas por fármacos anticâncer: um estudo de fármaco vigilância da Organização Mundial da Saúde

Ibraim Masciarelli Francisco

Ibraim Masciarelli Francisco

19/04/2022

Atualizado em19/04/2022

1 min
Arritmias ventriculares que cursam com risco de vida induzidas por fármacos anticâncer: um estudo de fármaco vigilância da Organização Mundial da Saúde

A cardiotoxicidade de fármacos destinados ao tratamento de pacientes com neoplasias é uma preocupação crescente na prática clínica diária. O desenvolvimento de arritmias ventriculares graves, que cursem com risco de vida para os pacientes encontra-se dentre as preocupações mais relevantes nesta área e o conhecimento deste aspecto pode ser decisivo no acompanhamento destes casos.

Método: Trabalho de revisão de 18441659 registros do banco de dados internacional VigiBase para comparar intervalos QT longos induzida por drogas e arritmias ventriculares, incluindo torsade de point, em relação a 663 fármacos antineoplásicos quando comparadas a outros agentes terapêuticos.

Resultados: Os autores revisaram 42462 registros de intervalos QT longos induzido por fármacos, arritmia ventricular ou torsade de pointes, observando-se aumento de 580 relatos nos período entre 1967 e 1983 para 15070 no intervalo de 2014 a 2018. A proporção dos casos relacionados ao uso de fármacos antineoplásicos passou de 0,9% para 14% (p<0,0001). Dos medicamentos utilizados, 40 eram mais intensamente associados com o desenvolvimento de arritmias e de morte súbita e 9 associaram-se com a ocorrência de arritmias ventriculares sem concomitante prolongamento do intervalo QT.

Desfechos desfavoráveis eram mais vistas com os inibidores das quinases (20/49 – 41%), agentes citotóxicos (12/49 – 24%), terapias hormonais (4/49 – 8%) e imunoterápicos (3/49 – 6%).  Destaque para a associação desproporcional do vandetanib (intervalo QT prolongado IC025= 3,1) trióxido arsênico (torsade de pointes IC025= 2,7) e amsacrina (arritmia ventricular IC025= 3,1). Metade das manifestações de arritmia ventricular associou-se a morte súbita e em 86% não havia concomitância do uso de fármacos que tivessem associação conhecida com a indução de arritmias, mas havia associação com condições clínicas que têm relação estabelecida com a presença de arritmias (infecção em 12%, insuficiência cardíaca em 10% e isquemia cardíaca em 8%).  


Referências

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34370839/

Anticancer drug-induced life-threatening ventricular arrhythmias: a World Health Organization pharmacovigilance study

Joe-Elie Salem, Paul Gougis — Publicado em 26/05/2021European Heart Journal

DOI: 

10.1093/eurheartj/ehab362

Tags

CARDIOLOGIA
TRATAMENTO
CARDIOLOGIA CLÍNICA
Ibraim Masciarelli Francisco

Ibraim Masciarelli Francisco

CRM: 47375-SP

Médico formado pela Universidade Federal de São Paulo, com residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e doutorado em ciências pela Faculdade de Medicina da USP. Assessor sênior da cardiologia do grupo Fleury, Fellow do American College of Cardiology e da European Society of Cardiology, ex presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

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