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O papel crescente da tomografia computadorizada para compreender as diferenças da doença arterial coronária segundo o sexo do paciente.

Ibraim Masciarelli Francisco

Ibraim Masciarelli Francisco

04/03/2022

Atualizado em04/03/2022

2 min
O papel crescente da tomografia computadorizada para compreender as diferenças da doença arterial coronária segundo o sexo do paciente.

Cenário de aplicação clínica:

O progresso do conhecimento sobre doença cardiovascular nos últimos 30 anos não foi acompanhado de equivalente redução da mortalidade. Dentre as limitações que ainda enfrentamos, destaca-se o fato de que a relevância da incidência de doença coronária em mulheres ainda é subestimada. Ao mesmo tempo, observa-se que há diferenças nas características da doença entre ambos os sexos, com mulheres mostrando mais frequentemente doença difusa, placas não obstrutivas (<50% de estenose), menor reserva de fluxo coronário e maior resistência vascular. Os autores colocam em perspectiva as diferenças entre as manifestações clínicas da doença coronária em ambos os sexos conforme as informações obtidas a partir da tomografia computadorizada. 

Métodos:

Trabalho de revisão, analisando os dados disponíveis na literatura médica. 

Resultados:

Os autores destacam que mulheres apresentam fatores de risco específicos, tais como as alterações hormonais que ocorrem após a menopausa, doenças autoimune, a própria menopausa, maior impacto de doenças inflamatórias crônicas, câncer de mama e quimioterapia e depressão, além de também estarem sujeitas aos fatores de risco convencionais. Mesmo neste campo, porém, há peculiaridades do sexo feminino, como a maior prevalência de hipertensão arterial, maior associação entre diabetes, obesidade e dislipidemia com o desenvolvimento de aterosclerose coronária. No que se refere aos achados da tomografia, há menor índice de cálcio nas placas coronárias de mulheres, mas este índice tem maior valor prognóstico no sexo feminino, sugerindo que mulheres tenham mais placas não calcificadas e que ao mesmo tempo, quando há pontos de calcificação nas artérias de mulheres, há que se intensificar o tratamento clínico. 

Os resultados da angiotomograria mostram que mulheres exibem menos placas calcificadas, menor quantidade de placas com centro necrótico ou calcificada e maior relação em volumes de vasos por massa cardíaca quando comparadas aos homens. Mulheres costumam mostrar maior quantidade de placas não obstrutivas (que reduzem menos do que 50% o grau de redução da luz arterial), mesmo se considerando que estas placas se associam a eventos adversos. Além disso, mulheres apresentam, como regra, mais erosão de placa do que ruptura como base fisiopatológica de síndromes coronárias agudas. 

Perspectiva:

Apesar de nos encontrarmos em estágios relativamente iniciais do estudo das diferenças da doença aterosclerótica em ambos os sexos é importante levar em consideração que as manifestações anatômicas da doença coronária não é a mesma em homens e mulheres e é importante também que as próximas diretrizes levem em conta tais distinções para aprimorar os cuidados e a prevenção de desfechos adversos em pacientes com doença coronária. 


Referências

https://www.journalofcardiovascularct.com/article/S1934-5925(21)00422-6/fulltext

Tags

CARDIOLOGIA
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
DOENÇA CORONÁRIA
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
CARDIOLOGIA DIAGNÓSTICA
Ibraim Masciarelli Francisco

Ibraim Masciarelli Francisco

CRM: 47375-SP

Médico formado pela Universidade Federal de São Paulo, com residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e doutorado em ciências pela Faculdade de Medicina da USP. Assessor sênior da cardiologia do grupo Fleury, Fellow do American College of Cardiology e da European Society of Cardiology, ex presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

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