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Prevalência da intolerância à estatinas: uma meta-análise

Ibraim Masciarelli Francisco

Ibraim Masciarelli Francisco

23/02/2022

Atualizado em23/02/2022

1 min
Prevalência da intolerância à estatinas: uma meta-análise

Cenário de aplicação clínica:

Os autores realizaram esta análise porque, a despeito do grande impacto trazido pelo uso de estatinas o relato de sintomas desencadeados por estes fármacos pode limitar seu uso clínico e os benefícios que elas podem trazer.  

Diante deste cenário, os autores realizaram extensa revisão da literatura para definir qual a taxa de sintomas efetivamente associados à presença de intolerância à estatinas e quais os fatores que podem, de fato, limitar o uso destes importantes agentes farmacológicos na prática médica. 

Métodos:

Foram revistos artigos e bancos de dados disponíveis até 31 de maio de 2021 com objetivo primário de determinar a prevalência geral de intolerância à estatinas, tendo como base os sintomas conforme a classificação da Associação Nacional de Lípides – NLA, do Painel Internacional de Experts em Lípides – ILEP e a Sociedade Europeia de Aterosclerose – EAS. O objetivo secundário foi definir os possíveis elementos associados com esta manifestação clínica. Foram avaliados 112 ensaios randomizamos e 64 estudos de coorte, que incluíram o total de 4.143.517 pacientes. 

Resultados:

O seguimento médio foi de 19±7,3 meses. A prevalência de intolerância clínica às estatinas foi de 9,1%, independentemente dos critérios utilizados para definir o diagnóstico, mas era significativamente menor nos estudos randomizados do que nos de coorte (4,9 vs. 17%, p=0,04). A lipossolubilidade não teve impacto sobre a presença de sintomas, mas os sintomas eram mais frequentes em pacientes mais jovens, mulheres, negros e asiáticos, obesos, diabéticos, e em portadores de hipotireoidismo, insuficiência hepática e de insuficiência renal. Da mesma forma, o uso concomitante de antiarritmicos, antagonistas dos canais de cálcio uso de álcool e doses mais elevadas de estatinas, associavam-se à presença desta entidade. 

Perspectiva:

Cerca de 9% de pacientes com aterosclerose apresenta intolerância a estatinas, mais habitualmente em pacientes mais jovens, obesos, do sexo feminino, diabéticos, além de ser mais encontrada em pacientes que mostram hábito de consumir álcool, uso de certos fármacos como anti-arrítmicos, bloqueadores dos canais de cálcio e naqueles que fazem uso de doses mais elevadas do fármaco. A presença de sintomas pode levar à suspensão do tratamento em até 50% dos casos, mas o controle de fatores desencadeadores, em especial o tratamento da obesidade, do diabetes, do consumo de álcool e a alteração de outros fármacos utilizados pelo paciente (tais como os antagonistas dos canais de cálcio), podem ter impacto positivo no tratamento de portadores de aterosclerose coronária.


Referências

https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehac015

Tags

CARDIOLOGIA
TRATAMENTO
CARDIOLOGIA CLÍNICA
ESTATINAS
ATEROSCLEROSE CORONÁRIA
Ibraim Masciarelli Francisco

Ibraim Masciarelli Francisco

CRM: 47375-SP

Médico formado pela Universidade Federal de São Paulo, com residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e doutorado em ciências pela Faculdade de Medicina da USP. Assessor sênior da cardiologia do grupo Fleury, Fellow do American College of Cardiology e da European Society of Cardiology, ex presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

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