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Resultados cardiovasculares e renais com empagliflozina na insuficiência cardíaca

Ibraim Masciarelli Francisco

Ibraim Masciarelli Francisco

29/10/2020

Atualizado em29/10/2020

2 min

Destaques

  • Insuficiência cardíaca é uma condição que cursa com elevada taxa de mortalidade. Por outro lado, os inibidores da SGLT2 têm impacto positivo na evolução destes pacientes, diminuindo mortes por causa cardíaca e por causas renais. Os autores fizeram este trabalho para determinar se há ou não impacto positivo com o uso de um destes inibidores, a Empagliflozina, sobre pacientes com grave disfunção ventricular.

  • Este é o estudo EMPEROR-Reduced que incluiu casos graves de insuficiência cardíaca, com fração de ejeção reduzida.

  • Eles recrutaram pacientes com queixas compatíveis com insuficiência cardíaca e fração de ejeção de ventrículo esquerdo <40 e foram randomizados 3730 pacientes, 1863 no grupo tratamento ativo e 1867 para o grupo placebo.

  • Os resultados mostraram 13,4% de mortes no grupo EMPA e 24.7% de mortes no grupo Placebo, o que representa NNT de 19.

  • Os autores chamam a atenção par a o fato de que tratavam pacientes graves e que, mesmo assim, o impacto do fármaco foi muito positiva e podem aumentar o uso clínico deste agente terapêutico.

Resultados cardiovasculares e renais com empagliflozina na insuficiência cardíaca

Inibidores da enzima co-transportadora 2 de sódio e glicose (SGLT2) diminuem o risco de internação por insuficiência cardíaca em 30-35%, tendo efeito mais positivo nos casos em que há fração de ejeção (FE) ≤ 30%. Também exercem benefícios sobre a função renal, efeitos que devem ser decorrentes de outros mecanismos que não a redução da glicemia, uma vez que este efeito não é alcançado por outros hipoglicemiantes.

Os autores realizaram o estudo EMPEROR-Reduced (Patients with chronic heart failure and a reduced ejection fraction) com ou sem diabetes, incluindo casos mais graves de insuficiência cardíaca, para observar o impacto de um fármaco desta classe – a Empagliflozina – nestes pacientes.

Trata-se de estudo duplo-cego comparado com placebo, realizado em 520 centros de 20 países, incluindo o Brasil, que recrutou indivíduos com mais de 18 anos, em classe funcional II, III ou IV, e FE abaixo de 40%. Todos recebiam todo o tratamento médico considerado ideal para casos de insuficiência cardíaca incluindo dispositivos implantáveis, caso houvesse indicação. Pacientes com FE>30 foram incluídos caso houvesse acontecido ao menos uma internação por insuficiência cardíaca nos últimos 12meses ou se apresentassem NT-proBNP elevado (1000pg com FE entre 31 e 35%, 2500 se a FE estivesse entre 36 e 40% e 600 ou menos em caso de FE≤30%).

O processo de randomização levava em conta dois grupos, conforme a função renal, conforme o clearance de creatinina fosse <60 ou ≥60.

Retornos para avaliação aconteciam cada 2-3 meses para consulta, análise de exames, registro de eventos e documentação do objetivo primário (morte e internação por causas cardiovasculares). A análise foi feita de acordo com a intenção de tratamento.

Foram randomizados 3730 pacientes (1863 para EMPA, 1867 para placebo) dos quais 73% tinham FE≤30%. O objetivo primário foi alcançado em 19.4% no grupo EMPA e 24,7% no grupo placebo, resultado significativo e que implica que o NNT nesta população era 19. Mortes por qualquer causa aconteceram em 13,4% no grupo EMPA e 14,2% no grupo placebo. O Grupo EMPA teve menos internações por qualquer causa.

Esta diminuição de 25% no objetivo primário, em especial de 31% nas internações mostram o efeito positivo da Empagliflozina nesta população de alto risco, mas também permite inferir que possa não existir efeito de classe para os inibidores do SLGT2 uma vez que, mesmo se considerando a diferença o perfil de risco das populações tratadas, estes valores são diferentes daqueles observados com o uso da dapagliflozina, no estudo DAPA-HF.


Referências

Cardiovascular and Renal Outcomes with Empagliflozin in Heart Failure

Milton Packer, Faiez Zannad — Publicado em 28/08/2020New England Journal of Medicine

DOI: 

10.1056/nejmoa2022190

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EMPAGLIFLOZINA
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
Ibraim Masciarelli Francisco

Ibraim Masciarelli Francisco

CRM: 47375-SP

Médico formado pela Universidade Federal de São Paulo, com residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e doutorado em ciências pela Faculdade de Medicina da USP. Assessor sênior da cardiologia do grupo Fleury, Fellow do American College of Cardiology e da European Society of Cardiology, ex presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

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